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fev 27 2026 Profissionais da Educação Infantil e Serviço de Convivência da Casa de Ismael – Lar da Criança participam de Formação Pedagógica, para início do ano letivo de 2026
A Formação Pedagógica iniciou com encontros nas unidades, nos dias 02 e 03/02/2026, quando os profissionais participaram de atividades específicas de cada equipe, alinhando práticas pedagógicas e estratégias para o início do ano letivo.
Nos dias 04, 05 e 06/02, todos os educadores se reuniram no auditório da Sede da Casel, participando de formações intensivas. O ambiente foi voltado para troca de experiências, palestras e atividades colaborativas.
A formação foi fundamental, tanto para os professores e monitores da Educação Infantil, que acompanham crianças de 0 a 6 anos, quanto para os educadores do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, responsáveis por crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. Cada grupo participou de atividades e orientações específicas, garantindo que todos estivessem preparados para receber seus grupos em ambientes seguros, organizados e repletos de experiências pensadas para promover curiosidade, alegria e aprendizado para retomada das atividades do início de ano de 2026.
Cada Unidade Realiza sua Formação Pedagógica nos Dias 02 e 03 de Fevereiro.
CEPI Olhos d´Água


CEPI Manacá


Escola Infantil Casa de Ismael


CEPI Flor de Lis


CEPI Sagui


04/02: Professores (as), monitores (as) e educadores (as) sociais iniciam formação no auditório da Casel
O primeiro dia de formação na sede da CASEL começou com uma palestra de Simão de Miranda, que animou os profissionais presentes com uma abordagem dinâmica e interativa. A abertura ficou por conta da Doutora em Educação Infantil Aparecida Camarano, Encarregada do Departamento de Educação da Casa, que deu as boas-vindas, destacou a trajetória profissional do palestrante e convidou todos a recebe-lo com entusiasmo.
Durante a palestra, Simão envolveu os participantes com dinâmicas e brincadeiras, mostrando a importância de manter o aprendizado divertido e participativo. Ele apresentou livros infantis e destacou o valor de tê-los como referência dentro das salas de aula, além de realizar pequenas “mágicas” que reforçaram conceitos pedagógicos de forma lúdica.
Outro ponto alto da apresentação foi a abordagem sobre o poder das cores no ambiente escolar e a relevância da leitura para o desenvolvimento das crianças. De maneira leve e divertida, Simão conseguiu envolver a atenção de todos, tornando o primeiro dia de formação um momento de inspiração e troca de
experiências.No período vespertino, os participantes seguiram com dinâmicas e atividades práticas, reforçando os conteúdos da manhã e promovendo a troca de experiências entre os profissionais.


Em um momento de homenagem, Aparecida Camarano convidou a professora Lindelzi O. Dourado, colaboradora do grupo com maior tempo de serviço à Casa, para entregar uma singela lembrança ao palestrante, como símbolo de gratidão e reconhecimento pelo trabalho realizado.

Após as palestras foi realizado sorteio de livros infantis, de autoria do próprio Simão, que os presenteou aos profissionais presentes, reforçando a importância da leitura e do acesso a materiais de qualidade dentro das unidades educativas.

Nas salas do Serviço de Convivência, os profissionais se reuniram em pequenos grupos para leitura do texto “Por uma arte de contar histórias” de Fanny Abramovich com intencionalidade de refletir as práticas de leitura.

A atividade “Criando histórias com objetos aleatórios” realizada no auditório do Serviço de Convivência proporcionou aos educadores a exploração da criatividade e da imaginação por meio de objetos. A prática buscou a narrativa improvisada, incentivando a observação e a construção coletiva de histórias, valorizando o lúdico e a espontaneidade.

05/02: Palestras e atividades práticas marcam o segundo dia
No segundo dia de atividades, a monitora da Escola Infantil Casa de Ismael e pós-graduada em Educação Inclusiva, com atuação voltada para práticas pedagógicas antirracistas e promoção da equidade educacional, Nzinga Panta, conduziu uma roda de conversa, esclareceu e respondeu dúvidas sobre à
conscientização de práticas antirracistas. Durante sua fala, Nzinga destacou que a discussão sobre o tema não deve se restringir a datas simbólicas, como o dia 20 de novembro, mas deve ocorrer de maneira contínua, nas práticas sociais nas unidades educativas, inclusive dentro de casa, com o envolvimento das
famílias.“Por que só lembramos de falar sobre racismo em um único dia? Por que não começar antes, dentro de casa e na escola?”, questionou a educadora, reforçando a necessidade de abordar não apenas a situação das crianças negras, mas também de crianças indígenas e pardas.
Nzinga falou sobre a recepção dessas crianças nas salas de referência e incentivou os pais a ensinarem os filhos a se amarem e se valorizarem, destacando a importância de se sentirem livres e confortáveis com sua aparência, incluindo cabelos soltos e naturais.
A monitora também criticou certos livros infantis que, segundo ela, reproduzem estereótipos racistas. Entre eles, citou Meninas de Laços de Fita e O Cabelo de Lelê, questionando se os presentes já haviam lido a obra em sala de aula. Ela explicou que é necessário observar atentamente os materiais utilizados.
Antes da palestra, os participantes assistiram a um vídeo reflexivo produzido pela Globo, que mostrou crianças diante de situações racistas e sua dificuldade em reagir, evidenciando a necessidade de um trabalho contínuo de conscientização. O vídeo está disponível neste link:Clique aqui
A intervenção de Nzinga Panta reforça a urgência de se discutir racismo de forma cotidiana e educativa, preparando crianças e adultos para reconhecer e combater preconceitos desde a infância.


Após a roda de conversa de Nzinga, a pedagoga e especialista em educação antirracista na primeira infância, Margô Gonçalves, provocou os profissionais presentes, a fim de desconstruir conceitos já existentes na sociedade com a temática: a autoestima das crianças negras. Durante sua apresentação, Margô destacou que o ambiente educativo é o primeiro reflexo que as crianças têm de si mesmas e do mundo.
“A criança preta chega à escola e o que ela vê nas paredes? O que ela vê nos livros? Nós somos os primeiros guardiões da autoestima dessas crianças”, afirmou. Segundo ela, é fundamental que os alunos saiam das salas de aula sabendo que seus tons de pele são cores de poder e que seus cabelos são formas de liberdade.
Margô também alertou para cuidados na interação diária. “Às vezes, os próprios educadores tem hábitos que podem afetar as crianças, como comentar sobre cabelos ou traços que consideramos ‘difíceis’. São termos que usamos sem perceber, mas que não devem ser ditos”, explicou.
A especialista enfatizou a importância da representatividade. Livros, contos e histórias devem refletir a diversidade das crianças, mostrando princesas e príncipes de diferentes tons de pele. Ela destacou como pequenas mudanças podem fazer grande diferença: “Quando uma criança negra vê outra criança ou personagem que se parece com ela nos corredores ou nos livros, ela se sente incluída e valorizada”.
Para Margô, a transformação começa em casa, mas a escola é essencial: os educadores devem criar ambientes onde todas as crianças, independentemente da cor da pele, se sintam valorizadas, confiantes e reconheçam sua própria beleza.


Durante o encontro, houve também um momento dedicado à participação do público, com espaço aberto para tirar dúvidas e realizar perguntas.

Durante a tarde, a programação foi marcada por momentos de troca de experiências entre os participantes. A Coordenadora Pedagógica do CEPI Olhos D’Água, Yara dos Santos, compartilhou vivências desenvolvidas com as crianças na sala de referência, destacando a proposta “O Ato de Investigar com as Crianças”. Em sua fala, ressaltou a importância de despertar a curiosidade, a escuta atenta e o protagonismo infantil no processo de aprendizagem.
Outro ponto da programação foi a dinâmica “O que esperar de 2026”, em que os participantes registraram, em papel, planos, metas e expectativas para o próximo ano. A atividade incentivou a reflexão coletiva e o planejamento de ações futuras no ambiente educacional.
O encontro contou ainda com a participação do psicólogo do Serviço de Convivência, Lucas Garcia, que abordou a importância do autocuidado para os profissionais da educação, especialmente fora do ambiente de trabalho. Ele destacou práticas voltadas à saúde mental, ao equilíbrio emocional e à qualidade de vida, reforçando que o bem-estar dos educadores é fundamental para o desenvolvimento de um trabalho mais saudável e eficaz.

06/02: Encerramento da formação com troca de experiências
O encerramento aconteceu com um momento de palestra e formação pedagógica sobre Proposta Pedagógica, bem como a valorização das particularidades de cada unidade educativa, tendo gestão democrática e equidade na educação infantil como principais pontos a serem considerados no momento da elaboração da Proposta. Este momento foi conduzido por Dra. Aparecida Camarano, concluindo a programação da Semana Pedagógica.

Durante os dias de formação, os profissionais tiveram a oportunidade de avaliar os encontros, com o objetivo de apresentar sugestões e opiniões que contribuam para a melhoria dos próximos momentos pedagógicos.
As abordagens realizadas durante a Semana Pedagógica reafirmaram a importância do planejamento, da reflexão e da troca de experiências para o fortalecimento das práticas educativas. O encontro proporcionou momentos de aprendizado coletivo, diálogo e alinhamento das propostas que nortearão o trabalho ao longo do ano letivo. A formação consolidou-se como um espaço essencial de construção conjunta, valorizando o compromisso dos profissionais com uma educação de qualidade.

