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set 29 2025 O SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VINCULOS – SCFV REALIZA O 1º FESTIVAL DE CINEMA, EM HOMENAGEM AOS 35 ANOS DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – ECA
Na tarde do dia 12 de setembro de 2025, o auditório da Casa de Ismael se transformou em um verdadeiro cenário cinematográfico com a realização do 1º Festival de Cinema, um evento que ficará marcado na memória de todos.
A programação reuniu crianças, adolescentes, profissionais do Serviço de Convivência, alguns profissionais de outros serviços da Casel também marcaram presença e representantes de outras OSC’S que atuam com Serviço de Convivência, como a Casa Azul e o Instituto Mãos Solidárias Santa Maria.
Realizado em comemoração aos 35 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o festival celebrou o direito à arte, à cultura e à participação social, reforçando a importância de garantir voz e protagonismo às novas gerações.
Com direito a decoração especial, tapete vermelho e clima de gala, o festival trouxe diversas categorias — entre elas: melhor documentário, melhor animação, melhor música, entre outras — proporcionando um espaço de expressão artística e valorização do talento juvenil. Ao final, as produções receberam premiações em forma de troféus, celebrando o esforço e a criatividade dos participantes.
Muito antes da estreia do 1º Festival de Cinema, os bastidores já estavam em plena movimentação. Profissionais do SCFV, junto às crianças e adolescentes, mergulharam de cabeça na preparação do evento. Transformar o auditório em um espaço de gala, não foi uma tarefa simples, mas o empenho coletivo fez toda a diferença.
Enquanto alguns cuidavam da organização geral, outros se dedicavam à decoração: crianças e adolescentes passaram tardes fazendo desenhos e preparando cada detalhe que daria vida ao cenário. Era comum chegar nos espaços e encontrar grupos concentrados em recortes, pinturas e ideias criativas que, mais tarde, tomariam forma nas paredes e corredores.



Esse envolvimento fez com que o festival fosse muito mais do que uma exibição de filmes: tornou-se a materialização do esforço e da imaginação dos próprios participantes. O resultado foi um auditório vibrante, espaço instagramável para tirar fotos, acolhedor e digno de um verdadeiro tapete vermelho.


Antes do início oficial do Festival, o clima já era de empolgação. No palco principal, uma contagem regressiva animou o público e marcou o aquecimento do evento. Foi um momento de descontração, com música, risadas e muita interação entre os participantes. As crianças se divertiram, algumas até dançaram enquanto aguardavam o início da programação. Enquanto isso, outros participantes aproveitaram para treinar suas falas e se preparar para subir ao palco — uma verdadeira prévia do que viria nas apresentações. O entusiasmo era visível, especialmente entre as crianças e os adolescentes, que demonstravam tanto alegria quanto compromisso com a experiência cinematográfica.



Os melhores trabalhos foram reconhecidos com premiações no palco, diante de um público animado e orgulhoso.

O Festival teve início com a participação de Camila Rodrigues, assistente social da Casel, que subiu ao palco sob aplausos calorosos. Em sua fala, ela agradeceu ao Senhor Valdemar Martins, Presidente da Casa de Ismael, e destacou a dedicação dos profissionais do Serviço de Convivência. Também estendeu seus agradecimentos à sociedade civil, à assistência social, ao Instituto Mãos Solidária, à Casa Azul, à Secretaria de Desenvolvimento Social do DF (SEDES) e aos Conselhos Tutelares, pedindo aplausos em reconhecimento a essas parcerias.
Camila ressaltou a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) na defesa dos direitos de crianças e adolescentes, sobretudo daqueles que enfrentam situações de violação.

Após a fala de abertura, Camila convidou ao palco Lucas Araújo, psicólogo, e Thaynara Reis, coordenadora do Serviço de Convivência. A recepção foi calorosa: as crianças, em clima de festa, gritavam os nomes deles com alegria contagiante.
Lucas agradeceu a todos e destacou que o Festival era um momento de celebração coletiva: “Espero que todos aproveitem. Hoje, cada um aqui está de parabéns”, disse.
Em seguida, Thaynara tomou a palavra. Em seu discurso, ressaltou que o evento vai muito além de premiações. “Este é um momento de dar voz àqueles que tantas vezes têm suas vozes silenciadas”, afirmou, destacando também a importância do ECA. Ela enfatizou que cada apresentação foi uma demonstração de talento e dedicação, agradeceu ao Lucas pela ideia original do projeto e às crianças e adolescentes que abraçaram a iniciativa com entusiasmo. Com carinho especial, dirigiu palavras de gratidão ao Sr. Valdemar Martins, por acreditar e apoiar uma ação que nasceu dentro do Serviço de Convivência. Thaynara encerrou reforçando o compromisso coletivo: “Seguiremos juntos, dando voz e acreditando naqueles que mais precisam”.


Um dos momentos mais emocionantes do Festival foi quando o pequeno Kaike Moura dos Santos, da Convivência I, subiu ao palco para falar sobre o ECA. Em sua fala simples e cheia de significado, ele destacou a importância de que todas as crianças tenham seus direitos garantidos, ressaltando que o ECA representa segurança e proteção. Ele aproveitou para agradecer àqueles que se dedicam diariamente à defesa e ao cuidado das crianças e adolescentes, sendo aplaudido de pé pelo público presente.

Um dos momentos mais aguardados do Festival foi a divulgação dos vencedores. A cada categoria, alguém era convidado ao palco para anunciar o resultado: crianças, adolescentes, funcionários e representantes das instituições parceiras se revezaram na condução da cerimônia.
Essa dinâmica garantiu não apenas a diversidade de vozes, mas também reforçou o espírito de protagonismo juvenil que norteia o evento. Entre risos, aplausos e olhares ansiosos, cada anúncio foi recebido com emoção pelo público, valorizando o empenho e o talento dos participantes.

Chegada a hora de revelar o vencedor do prêmio de dança. Com grande expectativa, a apresentação das palavras de anúncio destacou: “O vencedor de hoje foi capaz de transformar o corpo em um verdadeiro manifesto”.
O prêmio foi para “Quando o Corpo Fala, o Direito se Afirma”, da OSC Casa Azul AABB, que conquistou nota 52. Representando o grupo, a Coordenadora Ruth da Casa Azul, subiu ao palco para receber o troféu, sendo calorosamente aplaudida pelo público.


A segunda premiação da tarde foi dedicada à categoria Música, e ficou marcada por uma fala emblemática: “Que as crianças ocupem seus lugares, de falas e debates.”
O vídeo de exibição dos vendedores dessa categoria foi o momento ainda mais especial com a exibição das crianças na TV Câmara, reforçando o protagonismo infantil e a importância de garantir espaço para que se expressem, participem e contribuam ativamente nas discussões sociais e culturais.
O projeto vencedor foi “Esquecer é permitir, lembrar é combater”, da OSC Instituto Mãos Solidárias Santa Maria, uma iniciativa que une arte, música e memória em defesa dos direitos humanos.
Devida a ausência dos representantes do Instituto na cerimônia, a Casel garantiu a guarda do prêmio até que seja retirado.

Durante a cerimônia de premiação, a animação “Direito de Ser”, produzida pela Casa de Ismael, foi consagrada com o prêmio de Melhor Animação. Antes do anúncio oficial, os apresentadores destacaram a importância de ampliar a visão sobre o que é animação, reforçando que “animação vai além de desenhos” — trata-se também de transmitir positividade, abrir espaços para as crianças e representá-las com autenticidade.
Um dos pontos destacados foi o uso das cores na produção. Segundo os organizadores, as cores escolhidas para o desenho são autênticas, pensadas para refletir a identidade das crianças retratadas e fortalecer sua autoestima.
A premiação reforça o papel da animação como ferramenta educativa e social, reconhecendo iniciativas que, além da estética, carregam propósito e impacto.


Na 4ª categoria da premiação, a obra documental “Direito de Ser”, produzida pela Casa de Ismael, foi a grande vencedora. O documentário não apenas captou com sensibilidade a realidade retratada, mas também foi além: convidou o público à reflexão, à empatia e à ação. Com uma abordagem tocante e ao mesmo tempo incisiva, “Direito de Ser” lança luz sobre temas urgentes e convida a sociedade a olhar com mais afeto e responsabilidade para as desigualdades ainda presentes no país.


Na 5ª categoria da premiação, dedicada à Melhor Ficção, o filme “O Julgamento”, também da Casa de Ismael, foi o grande destaque. A obra foi elogiada por sua capacidade de unir elementos fictícios à realidade de forma impactante, provocando reflexão profunda sobre questões sociais contemporâneas.
Durante o anúncio do vencedor, um dos jurados destacou: “Vai além de atuar — o filme vencedor conseguiu trazer elementos fictícios entrelaçados com a realidade de forma necessária. Trouxe à tona reflexões importantes por meio de personagens bem construídos e narrativas potentes.”


Na sequência da premiação, a cerimônia teve um dos momentos mais emocionantes da tarde. Em um gesto simbólico e participativo, o palco foi aberto ao público com a pergunta: “Quem quer anunciar o próximo vencedor?” Diversas crianças levantaram as mãos, entusiasmadas. Um dos pequenos foi escolhido para subir ao palco e, com a ajuda carinhosa da Thaynara, anunciou diante de todos os presentes o vencedor da categoria Melhor Participação Masculina.

O prêmio foi concedido à produção “Mosca na Sopa”, da OSC Casa de Ismael. O anúncio veio acompanhado de uma fala marcante: “Não é sobre uma performance, mas sobre um grito de resistência.” O destaque da atuação masculina na obra foi reconhecido não apenas pelo talento expressivo, mas pela força simbólica transmitida em cada cena — encantando o público com sua voz potente e presença significativa.


Na categoria Melhor Participação Feminina, a obra “Se Essa Casa Fosse Nossa”, da OSC Casa Azul do Riacho Fundo II, foi a grande vencedora. Embora a equipe principal da Casa Azul não estivesse presente na cerimônia, uma representante foi designada para receber o prêmio — gesto que reforçou a força coletiva do projeto.
Durante o anúncio, as palavras proferidas emocionaram o público: “Sua participação foi marcada pela potência. Representando a luta, ser mulher em nossa sociedade é sempre estar lutando e resistindo.” A fala reverberou no espaço e ganhou ainda mais força com a participação de Ruth, que levantou os braços em um gesto simbólico e convocou mulheres e meninas presentes a se manifestarem.
Com vozes unidas, todas entoaram: “Resistência para as mulheres!” — uma cena marcante que selou o espírito da noite, celebrando o protagonismo feminino com coragem, emoção e representatividade.


A premiação de Melhor Filme contou com a presença remota do jornalista e ativista, Renê Silva, fundador do Voz das Comunidades e referência nacional na luta por igualdade social. Antes de anunciar o vencedor, Renê destacou que nenhum brilho ou esforço dos demais participantes não se apaga diante do resultado, pois cada produção traz consigo valor próprio e significativo. Em suas palavras, o filme premiado foi capaz de expressar afeto, sensibilidade, carinho e a potência das crianças e adolescentes, indo muito além da expressão visual.
Ele ressaltou ainda que a obra vencedora representa um verdadeiro exercício de universo cultural, artístico e educativo, e reforçou que avançar na educação antirracista é essencial para diminuir desigualdades sociais. O grande vencedor da categoria foi “Se Essa Casa Fosse Nossa”, da Instituição Casa Azul, que recebeu aplausos calorosos do público.


Outro momento marcante da tarde foi a homenagem “Em Memória”, quando o adolescente Aleksander Yuri P. de Andrade e a adolescente Milena P. Nunes falaram e apresentaram vídeos relembrando as crianças e adolescentes que partiram precocemente. A exibição trouxe emoção e silêncio respeitoso ao auditório, reforçando não apenas o valor de cada vida, mas também a responsabilidade coletiva de cuidar e proteger nossas crianças e adolescentes.
Mais do que uma recordação, o vídeo cumpriu o papel de sensibilizar e conscientizar todos os presentes sobre a importância de garantir direitos, oportunidades e proteção integral. Assim, o festival uniu celebração e reflexão, lembrando que cada jovem é protagonista de sua própria história e merece apoio para construir um futuro com dignidade.


No fim do Festival, a Coordenadora do Serviço de Convivência, Thaynara Reis, retornou ao palco para agradecer a todos os presentes e abriu espaço para que o público também pudesse se manifestar.
Entre as falas espontâneas, alguns pequenos participantes fizeram questão de expressar gratidão ao psicólogo Lucas, reconhecendo seu empenho na organização do evento. Em tom sincero e emocionado, disseram que ele foi responsável por “quase tudo isso” e agradeceram pela oportunidade de viver um dia tão especial, que ficará guardado na memória de todos.
O momento foi celebrado com aplausos e marcou o encerramento de um Festival construído de forma coletiva, reforçando o valor da união, da dedicação e do protagonismo das crianças e dos adolescentes.


Com a fala, Lucas convidou todos a refletirem sobre o sentido maior do encontro. Com emoção, iniciou sua fala perguntando: “Vamos fechar?” e lembrou que o ECA é a maior ferramenta de garantia dos direitos e da segurança das crianças e adolescentes. Ele destacou a importância de acreditar e apostar no ECA como instrumento de transformação, e fez uma analogia com o cinema brasileiro. “Quando vamos ao cinema e assistimos filmes como O Auto da Compadecida, Tropa de Elite ou Ainda Estou Aqui, percebemos o quanto o nosso país é rico. Quando realizamos um festival como este, fortalecemos a sociedade: deixamos de ser apenas espectadores e nos tornamos agentes de transformação social”, afirmou.
Lucas também ressaltou que é dever coletivo garantir apoio e suporte para que cada criança e adolescente consiga romper barreiras de desigualdade, preconceito e exclusão social.
Em tom de gratidão, agradeceu a todas as instituições, colaboradores, famílias e adolescentes, reconhecendo que o evento só foi possível pela participação de cada um. Para encerrar, ecoou
em voz firme:“Viva o ECA e viva o SUAS!”

Após os discursos e premiações, os participantes receberam lembrancinhas e compartilharam um momento de confraternização. Foi servido um lanche com bolo de chocolate, sucos, refrigerantes, pão com patê, manga e mexerica. As crianças, os adolescentes e representantes das instituições saborearam juntos o encerramento do Festival, em um clima de alegria, reconhecimento e integração.


